Nos bastidores de São Januário, a tensão é palpável. A Delegacia de Defraudações está de olho em um caso que pode abalar ainda mais a estrutura do nosso amado Vasco. A investigação gira em torno de uma possível fraude a credores no processo de recuperação judicial do clube, com foco na dívida do ex-jogador Max, que vestiu a camisa cruzmaltina no início dos anos 2010.
O inquérito, que começou em maio, levanta questões sobre a atuação de Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, que, segundo as investigações, pode ter se envolvido em manobras questionáveis durante o processo judicial. A relação entre a torcida e a diretoria, já desgastada, ganha novos contornos com essa situação. Afinal, quem realmente defende o Vasco?
Em abril, o clube impugnou os valores apresentados por Max, que saltaram de R$ 2,5 milhões para mais de R$ 8 milhões. O ex-jogador, agora em início de carreira como técnico, já foi ouvido pela polícia, mas a história não termina por aí. Belaciano, que era advogado de Max em 2016, transferiu a defesa para outro advogado, Moisés Gleicher, que também está sob investigação. A torcida, que vive e respira Vasco, se pergunta: até onde vai essa trama?
Os protestos de sócios ecoaram em São Januário, e Belaciano se defendeu, alegando que não participou da negociação do acordo. No entanto, a desconfiança paira no ar. O clima político dentro do clube, exacerbado pela recente divisão entre os grupos, só aumenta a incerteza sobre o futuro. A camisa do Vasco pesa, e a torcida exige transparência e responsabilidade.
O ex-CEO Carlos Amodeo e a ex-diretora jurídica Bianca Reis foram ouvidos pela polícia e relataram possíveis irregularidades no fechamento do balanço de 2025. A divergência entre os depoimentos e a posição da administradora judicial, que reconheceu valores em torno de R$ 8 milhões, levanta ainda mais questões sobre a gestão atual. O Conselho Fiscal já se manifestou, cobrando apuração e esclarecimentos sobre os casos que o clube tenta impugnar.
Em meio a essa tempestade, Alan Belaciano se defende, afirmando que não é investigado e que sua atuação foi apenas para aproximar o Vasco dos credores. Mas a pergunta que fica é: até que ponto a verdade será revelada? A torcida, que sempre esteve ao lado do clube, agora se vê em um dilema. A esperança de dias melhores ainda brilha, mas a desconfiança é um peso que não podemos ignorar.
O inquérito deve ser encerrado em breve, e a expectativa é que o presidente Pedrinho seja chamado para depor. O Vasco é mais do que um clube; é uma paixão que nos une. E, enquanto a verdade não aparece, seguimos juntos, torcendo por um futuro digno da nossa história. O peso da camisa do Vasco é grande, e a nossa luta por justiça e transparência continua.